Estava a pensar com meus botões. Não, sem botões! Estava a pensar com minhas rodelas de abacaxi enquanto as comia: como teria o ser humano descoberto que dentro daquela casca grossa do abacaxi teria algo saboroso e que não era venenoso? Será que alguém provou e ficou com medo de morrer envenenado? Será que algum animal come abacaxi? Lembrei das frutas bicadas por pássaros que sabem exatamente o que podem comer e ninguém diz isso a eles. Observando isso, os homens sabem o que não é venenoso, mesmo sem nunca ter comido. Será?
Quando os homens descobriram o abacaxi, ou como descascar um abacaxi, como passaram essa informação adiante? Desenhos nas cavernas? Fala? Não sei desde quando se come abacaxi, mas sei que não foi com o polegar em riste num punho fechado, dizendo “ok”. Então pensei no gesto universal de balançar a cabeça pra frente e pra trás, pra dizer que sim, e o de balançar a cabeça de um ombro para o outro, pra dizer que não. Bem, parece o mais provável.
Fui mais além. De onde se definiu esse balançar da cabeça para afirmar ou negar algo? Qual foi a inspiração humana para se estabelecer esses gestos? Pensei nas árvores! Nas árvores que balançam com o vento de um lado para o outro dizendo que sim. Dizendo que sim? Ou seria dizendo que não?
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