Entra luz pela janela, enquanto ela nina a cria dela.
Lambe a ferida que comemora um ano da luz parida.
Abre a cortina:
Ela: “Quero seu amor pra sempre, vamos ter um filho!”
Ele: “Eu também te amo, meu amor, mas somos muito jovens...”
Ela: “Não quero abortar, prefiro ser mãe solteira a ser uma assassina”
Ele: “Pense bem, é muita responsabilidade, além do mais eu não tenho dinheiro...”
Fecha a cortina.
Os planos de festa cortam as frestas da escuridão do quarto, do vazio dela, deixada de lado. Não dera certo seu plano de prendê-lo eternamente em sua alcova com um filho. Ele se foi e deixou lhe lembranças pelo resto da vida. Ela é quem ficou presa afinal.
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