março 22, 2012
Verborragia intrínseca
Relâmpagos lampejam sobre pálpebras cerradas pela escuridão que goteja na noite de chuva. Homens temem a morte, na insignificância das suas vidas, numa extensão do seu ser na existência do ego, que treme na trovoada de uma voz tenra, que rompe silêncios e pontos finais, filhos do tempo, que o vento carrega em sua bolsa cheia de retalhos e migalhas de pães dormidos e domados pelo mofo, que consome a cor do frescor de algo recém parido, num verde pútrido digno da natureza que habita em seus mais profundos anseios, retaliados por dizeres infantis de fracos oprimidos, pelo poder dos que podem ser patifes sem pudores com as demais frivolidades que cabem numa cabeça medíocre, que detém o controle remoto de uma fase bastada e singular de sua inflamação sutil, do desejo humano provido pela usura do que se esvai todo dia pelos poros quase que sem querer, quase que sem saber.
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