fevereiro 25, 2008

Emergente Mendigo

Nov 7 2007, 3h24

Não era dentro dum chapéu que colocavam, os tidos como fidalgos, a esmola do Mendigo. O cofre, cheio de códigos e cadeados, assustava como a presença sem precedentes de uma divindade. Todos o achavam estranho por ter gastado tanto dinheiro em um cofre enquanto passa por tantas necessidades. Passam olhando curiosamente para aquela "modernidade" nas mãos brutas do Mendigo, mas ninguém se importa para quê ou por quê.O mistério do cofre tão avançado só foi descoberto quando a velha fofoqueira da rua não conseguia mais se conter para saber, e finalmente perguntou qual era a utilidade do objeto tão seguro e moderno(caro), para simplesmente pra guardar esmolas.O Mendigo, muito arrogante, respondeu que à ela nada interessava caso não contribuísse com suas economias. A velha disse que era por uma boa causa e sacou logo a maior moeda da bolsa, e sorriu ao ver que seu pagamento adiantado surtiria efeito._"Essi cofri é sim pra eu num gastá essi dinheru purque eu queru fazê uns investimentu aí. Você realmenti acha qui eu queru essas titica di moedinha?! U dinheru tá cabanu, essas bosta qui vocês mi dão é pra eu comprá aquelas máquina de passa cartão, i si sobra algum, amandu fazÊ uma praquinha dizenu qui to aceitanu vale-refeição, vale-transporte, i tudu qui eh cartão de crédito... Depois dissu ninguém vai tê disculpa pra num dar ajuda pra eu."

O Camaleão Lamarquista

Set 25 2007, 17h51

Vivia o pobre do Camaleão escondendo-se árvore a árvore, por entre as mais diversas florestas fugindo da cruel perseguição se seus opositores, os darwinistas.O problema estava justamente na falta de comunicação. Por mudar sua cor por simples estado de espírito, a inquisição darwinista o caçava justificando que o pobre do Camaleão se utilizava de artes obscuras medievais, mas pelo contrário, o Camaleão era um darwinista mas nunca tinha tido chances de se declarar membro do partido radical emergente, pois discordava de certas cláusulas da política.O camaleão foi capturado finalmente, e quando o foram sacrificar, deram-lhe o direito a um único pedido. E assim foi feito:_"Caros amigos darwinistas, sou parte de vocês e sinto-me inojado. Meu único desejo é que, a partir dessa data, todos que aplaudirão minha morte assumam-se minimamente lamarquista, e que não tenham medo de assumir que a Natureza é nossa grande lei, e a ciência ainda está muito longe de desvendá-la, sendo assim, que a minha morte seja um marco anti preconceito, e o ínicio de uma era sem hipocrisia, pois se mudo minha cor, é porque tenho personalidade suficiente para assumir meus humores."Cortaram-lhe a cabeça, fizeram uma enorme festa de sacrifício, e no dia seguinte ninguém lembrava uma palavra que o Camaleão havia dito.